quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

RETORNO. FERNANDO DE NORONHA A PORTO ALEGRE


As 14Horas do dia 19/10, suspendemos ancora eu e o Fernando (veleiro Planeta Água) para um amargo regresso a Porto Alegre, chamei no radio o navio Triunfo da Marinha, e no canal 14 fiz um agradecimento a toda tripulação, quando ia voltar ao canal 16 a emoção foi grande, pois vários barcos estavam na escuta, um falando após o outro desejando Bons ventos, e belas palavras de apoio e incentivo, com um nó na garganta fui respondendo a todos, emocionado seguimos nosso rumo, que a principio seria Salvador.
Na saída do abrigo da Ilha o mar e o vento contra já mostrava sua cara, quanto mais avançava pior ficava, no contra vento a vela de fortuna nada ajudava, e o balanço era infernal, a velocidade muito baixa andávamos a 4.5 a 5 nós. Na nossa popa vinha o veleiro MM2000, logo o Ícaro que estava a bordo me chamou no radio avisando que a adriça da genoa havia partido e a vela rasgado, iriam voltar para abrigar do vento e das ondas e efetuar o conserto e depois seguiriam viagem, durante todo o trajeto tentamos nos comunicar via VHF, mas sem sucesso.
 Na metade do caminho avaliamos a situação, o Fernando me perguntou se o Diesel chegaria a Salvador, e pela situação talvez fosse viável levar o barco a Recife e despachar via Navio para Rio Grande. Não, eu ficaria muito tempo aguardando para embarcar e o preço acho que seria elevado, com o tempo de espera para despacho documentação etc. Na minha opinião eu a motor chegaria mais rápido, mas fazendo os cálculos do nosso combustível, avaliando o gasto de ter arrastado toda a tralha por nove horas até Noronha e o contravento com ondas fazendo barco andar pouco e gastar muito, pensei em abastecer em Maceió onde chegaríamos no limite e também tem a péssima condição de desembarque, la temos que buscar Diesel de galões. Fiquei com a sugestão do Fernando, abastecer em Recife e organizar melhor o barco para seguir a Salvador. Chegamos a Recife às 21 Horas de domingo, depois de 56 horas navegadas fundeamos em frente ao Pic (Pernambuco Iate Clube). Recebi a ligação do Giacomin, falando que tinha um mastro sobrando e me sedia, era passar em Salvador e pegar, fiquei sem palavras para agradecer. Depois desta ligação a moral a bordo se elevou, animado jantamos a sobra do carreteiro que fiz em um mar, dentro do Barco que mais parecia uma centrífuga, tomamos uma cerveja e fomos dormir, eu custei para pegar no sono, apesar do cansaço, não parava de pensar no mastro e já fazendo planos para por o barco a navegar.
22/10, segunda feira, assim que a maré subiu fomos ao Iate Clube de Recife para abastecer, tivemos que catar até as moedas para encher os tanques, pois eles não aceitam cartões. Depois de abastecido fomos ao Cabanga, atracamos o Entre Pólos novamente no píer do amigo Emilio Russel. Começou a faina, troquei o óleo do Carter do motor desmontamos os dois enroladores de genoa, trocamos a vela de fortuna pela trinqueta que é menor, colocamos dentro da cabine de popa de BB os estais os enroladores as velas, virou um deposito interditando a cabine e deixando o convés limpo. À tarde fomos ao Supermercado, compramos o que precisava, e retornamos ao Cabanga. Tirei a previsão do tempo confirmando a nossa saída para o dia seguinte.
23/10, às 9.30 Horas da manhã com a maré enchendo saímos rumo a Salvador, na saída como mostrava a previsão o vento dava uma orça folgada, e o nosso mastro de fortuna já mostrava sua eficiência e porque foi feito, o balanço ficou mais confortável e o barco andava bem, ajudado por uma leve corrente a favor, deixando a tripulação animada. Chegando mais para o fim da tarde, o vento melhorou torcendo para través, também melhorando o mar com ondas menores e com um compasso uniforme, aí tá bom de mais, saindo café almoço e janta.
 As cinco da tarde foi criado nesta viagem o momento Wafer, era a hora que abríamos um pacote e com muita conversa e planos devorávamos tudo.
24/10, segundo dia , o barco navega muito bem, chegamos a reduzir o giro do motor, para aproveitar mais o vento e economizar combustível. À uma hora da madrugada suou o alarme de superaquecimento do motor. Desliguei rapidamente e fui checar para ver a proporção do problema. O porão no cofre do motor estava imundo com cheiro de borracha quente, não achei o vazamento coloquei água novamente e seguimos. 45 minutos depois o alarme soou novamente, enchi de água liguei o motor e com a lanterna fiquei observando, o vazamento era em um selo no circuito fechado do trocador de calor, continuamos a motor até acabar a água. esperamos por uma hora para esfriar e fazer o conserto com Durepoxi. O vento de traves entre 12 a 15 nós fazia uma velocidade de 2.5 a 3.3 nós, com aquela armação de fortuna, achei ótimo, pois nunca ficaria a deriva, com poder de manobra. Feito o conserto esperamos mais uma hora para secar e seguimos nosso rumo.
Chegamos às 21 horas do dia 25/10 no Terminal Náutico da Bahia (TNAB) depois de 405 milhas, em uma navegada na situação do barco, segura e confortável. Jantamos, depois deitei no cokpit e apaguei. 26/10. Acordei cedo e fui para o banho no banheiro da marina, fiquei um bom tempo em baixo do chuveiro relaxando e pensando na viagem. O Fernando vai desembarcar aqui em Salvador, seu tempo de folga terminava, e os compromissos no trabalho aumentavam, a passagem dele era para segunda feira, mas teve que antecipar para sábado, eu iria segunda, pois seria o dia de carregar o mastro. Por sorte o amigo Jacó, em seguida me ligou dizendo que a partir deste momento eu poderia pegar o mastro e não precisava esperar até segunda, pois os funcionários da marina iriam embarcar o mastro no braço. Fiquei feliz e corri para tirar a previsão do tempo, pois não precisaria ficar três dias a mais em salvador. Para minha surpresa a previsão estava favorável, se saísse sábado, chegaria a Ilha Bela, se sair na segunda teria que parar em Abrolhos ou Vitória, pois teria uma frente fria para os próximos dias. Infelizmente não poderia esperar os amigos que viriam para me acompanhar, só chegariam segunda ou terça, eu decidi ir em solitário saindo no sábado. Demos uma geral no barco, troquei os filtros Racor de Diesel, colocamos o pau de spi junto ao pequeno mastro de fortuna dando mais altura, instalei uma nova antena de VHF, pois a de fortuna que tinha, o alcance era pequeno, na saída de Recife saímos junto com o veleiro Devaneio Rio do amigo Valter, ficamos de nos comunicar via VHF, mas em seguida perdemos contato pela deficiência desta antena. Almoçamos no Bahia Marina, à tardinha tomamos um chope para a despedida do Fernando. À noite jantamos no barco depois de muito papo fomos dormir, pois o outro dia seria para mim de muito trabalho. 27/10, às quatro horas da manhã fui com o Fernando levar as bagagens até o taxi, que o levaria ao aeroporto. Terminava aqui a nossa parceria desta viagem cheia de aventura e desventuras, e muitas surpresas pelo caminho. Agradeço ao Fernando meu amigo Planetário, pela parceria nesta viagem. 

Não dormi mais, fiquei preparando o barco para minha saída. Às 6.30 horas fui ao posto flutuante abastecer, pois o abastecimento começaria as sete, mas já havia uma meia dúzia de escunas de passeio aguardando para abastecer, resolvi ir ao Bahia Marina que para minha surpresa não tinha ninguém e o posto já estava funcionando.
Sai do Bahia marina e rumei para o Aratu, cheguei lá às 10 horas da manhã, um funcionário designado a me atender e liberar o mastro ajudou a por o barco na poita, pois teria que esperar a maré para encostar no píer flutuante e fazer a faina do embarque, a maré seria ao meio dia. Eu também estava esperando o Douglas que viria para soldar o cabo da antena do radar, para ver se funcionava e eu poder usar no meu retorno em solitário. Meio dia encostei o barco e com 11 funcionários trouxeram o mastro a bordo, enquanto eu amarrava ajudado por dois deles, o Douglas na cabine soldava o cabo,  eu com a esperança de salvar o radar estava ansioso. Terminado o embarque voltamos a poita, fiquei organizando o convés para assim que terminasse a solda do cabo almoçar e seguir meu rumo. Depois de varias tentativas, nos convencemos que a antena não iria funcionar, mais um nó na garganta.
As 16 hora sai navegando na Bahia de todos os santos, tendo a previsão de bons ventos para os próximos seis dias. Meus planos era chegar sem paradas até Búzios, ou se for possível Ilha Bela. A saída foi muito angustiante, estava com um nó na garganta que não conseguia nem falar, se falava chorava, tudo veio à tona, a situação do barco, o radar que eu não podia mais contar, gosto muito de navegar em solitário, mas estava me vendo numa situação diferente, praticamente dependente do motor, e se ele também der problema? Será que só com a vela de fortuna eu consigo chegar a um abrigo? Mil coisas passaram em minha cabeça. Liguei para a Cleuza e ela com palavras de incentivo, falando comigo carinhosamente me dando força, desatando o nó da minha garganta, ela tinha razão, pois nestes anos navegando, passei por muitas situações boas, mas também muitos apertos, e as 1600 milhas que faltavam com minha experiência eu tiraria de letra.
A saída no farol da barra estava complicada, mar muito mexido desconforto total, mas andava muito bem, pois a maré estava vazando e formava uma boa corrente a favor. A Cleuza a cada meia hora me ligava, conversávamos bastante, me dava força e incentivo, eu ia descontraindo o mar ia melhorando, a vida abordo começou a ficar confortável, minha moral elevou-se, conseguíamos conversar até a madrugada quando fiquei sem sinal, como é bom ter apoio em terra, mesmo estando só, sinto todos a bordo.
28/10, Domingo, meu rumo Abrolhos. O dia amanheceu muito bonito, mar liso feito um lago, vento de 10 a 12 nós, e corrente a favor. Meio dia, fui para a cozinha e fiz um belo almoço, Picadinho de filé ao molho madeira, com bacon, cebola, orégano, e ervilha, para acompanhar arroz, ficou uma delicia. À tarde continuei com o tradicional momento Wafer, só que agora devorava o pacote sozinho. A noite segui tranquila, passando pelo traves de Belmonte consegui sinal de celular, liguei para a Cleuza e novamente conversamos até perder o sinal. Vento de 15 a 20 nós de traves andava muito bem, sempre superando as minhas expectativa.
 29/10, Segunda feira, mesmo mar, vento continua traves 15 a 20 nós, meio dia esquento o que sobrou do almoço de domingo, dou uma geral a bordo para passar o tempo, às 14 horas deixo abrolhos por BB vendo as ilhas, com uma tremenda vontade de parar e curtir um pouco deste paraíso, mas não dá, se parar um dia corro o risco de não conseguir passar o cabo São Tomé, e estou louco para chegar em casa ver meus filhos, começar a organizar o barco para logo deixar ele pronto para navegar.

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Mudo meu rumo em 20⁰ graus, dando meu ponto na ponta do banco de São Tomé. A navegada continua tranquila, à tarde normal igual ao dia anterior, inclusive com o momento Wafer. Vou dormir cedo, meus turnos de 20 em vinte minutos, às vezes me passo e soma mais alguns vintes. Às 23 horas acordo com movimento diferente no barco, o vento rondou para a popa e o mar começou a levantar, as ondas logo estavam em 2.5 a 3 metros de altura, continuo andando bem, agora descendo onda, diminuo 200 giros do motor para ficar mais confortável. Volto a dormir mantendo o relógio para cada 20 minutos acordar, agora é serio, tenho que acordar no toque do despertar. 30/10, Terça feira, o mar baixou, ainda é cedo, mas o sol começa a brilhar por entre nuvens, desço para a cozinha e vou fazer o café. Ainda de manhã o tempo começa a mudar, ficou nublado e o vento que era Leste, Nordeste, rondou para Norte, Noroeste, mudei a vela de amura, o vento às vezes diminuía chegando a parar, em seguida veio para a cara entre oito e 10 nós.
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Baixei a vela seguindo só no motor, preocupado com a frente que poderia estar entrando, resolvi mudar o rumo, dei um ponto onde iria passar a duas milhas do traves de Vitória, talvez conseguiria sinal de celular e internet para baixar a previsão e me atualizar, e talvez entrar em Vitória para esperar boas condições. Em Salvador eu Havia mandado um email para o Weber pedindo os pontos onde ele estava, pois conforme fosse eu iria arribar a Vitória.
Ao meio dia desci para a cabine fazer o almoço, logo o balanço do barco mudou, o vento Nordeste estava de volta, mesmo a duas milhas do traves de Vitória não consegui sinal, nem celular nem internet, resolvi voltar a meu ponto anterior, ponta do Banco São Tomé. Com a baixa profundidade o vento aumentou, agora com 30 a 35 nós, muitas ondas grades, 3 a 4 metros, mas curtas, a minha preocupação era o mastro que passava uns quatro metros de comprimento a frente da proa, se viesse a mergulhar na descida da onda, o mastro poderia afundar e me causar um problemão, esta sempre foi a minha preocupação desde o embarque do mastro, pois lembrava das altas ondas que eu poderia pegar na costa do Rio Grande do Sul. Pela proximidade da costa de Vitória uma infinidades de navios fundeados e navegando esperando entrar no porto, o alarme do AIS não parava de tocar, tive que desviar de dois navios que estavam em meu rumo.
A trinta milhas do banco São Tomé, o Hidráulico do piloto automático fez um ruído estranho, desci e vi que novamente tinha afrouxado o solenoide, estava vazando óleo, acionei o outro hidráulico, e desconectei o que vazou para não fazer muito ar, diminuindo a mão de obra no momento de fazer a manutenção. 31/10, Quarta feira, a duas horas de passar o São Tome, decido não dormir mais, pois seria perigoso não acordar e derivar para o banco, e nesta região o movimento de pesqueiros é grande. Passei o banco aproximadamente às três horas da madrugada, incrivelmente não havia movimento de pesqueiros, acho que era pela proximidade do feriado de finados. Quando começou a clarear o dia, o AIS avisa que tem um rebocador na rota de colisão, checo e vejo que estou safo, em seguida o rebocador me chama pelo nome do barco, vamos ao canal 14 para conversar, me disse que me via no AIS mas não no Radar e não no visual, disse a ele que o Entre Pólos era um veleiro de 42 pés, sem mastro eu estava a duas milhas de distancia e passaria a meia milha deixando ele por BB, eu estava a 7.5 nós e ele 4.5 nós de velocidade, ele me avisou que ele estava rebocando um modulo da Petrobras e para mim não cruzar pela sua popa, pois estava com um cabo de 500 metros, agradeci e voltei ao 16, mais próximo ele chamou novamente e disse que estava me vendo dizendo que meu barco era bem pequeno e sumia entre as ondas e o radar dele estava setado para 12 milhas, por este motivo não me via.
Depois do café, comecei a organizar a cabine de popa de BB, teria que tirar toda tralha que Havia para melhorar meu acesso, pois seria o único jeito de sangrar o Hidráulico, deu uma canseira tirar aquela montoeira de estais com esticadores e acomodar no porão, e as velas e outros equipamentos onde coubesse. Faltando 40 milhas para o farol de cabo frio, quando o vento mudou foi pra cara, baixei minha velinha e comecei a avaliar a minha situação, mudei meu rumo para Búzios, novamente atrás de sinal de internet e celular.

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 Bem longe ainda de Búzios consegui sinal, liguei para a Cleuza, falei sobre meus planos, vou tirar a previsão se não der para seguir paro em Búzios, conforme a previsão vou ao Rio de Janeiro, ou a Angra, paro e espero, mas o destino é Ilha Bela, se o tempo permitir. Baixei o Grib, ele me dava contra vento fraco, e as vezes aumentando indo de oito a dose nós, todo o tempo o VHF anunciava visibilidade ruim, nevoeiro naquela região com baixíssima visibilidade, liguei ainda para o Dieter (veleiro Arachane) para ver mais sobre o nevoeiro. Decido seguir talvez vá dormir pouco, mas se tudo der certo chego a Ilha Bela. Contornei o Farol de Cabo Frio ainda na luz do dia, coloquei um ponto a 12 milhas do traves do Rio de Janeiro para safar as ilhas e ficar fora dos pequenos pesqueiros, para os navios estava armado com o AIS, aparelho maravilhoso que nunca falhou. Conforme chegava a noite o vento ia embora e o nevoeiro chegava.
 Coloquei o holofote a mão e às vezes usava em noventa graus BB e BE para sinalizar, às 10 horas da noite passei pelo traves de BE da corveta Niterói da Marinha Brasileira, ela vinha chegando pra cima de mim, eu estava a sete nós e o navio a cinco, de repente ele abriu a buzina, chamei no VHF perguntei qual a manobra, pois ele estava vindo para cima do barco, me disse que não estava me vendo e estava buzinando para os pesqueiro ver ele e evitar abaloamento, disse a ele que eu deveria estar no seu AIS, acho que estava desligado. 01/11, Quinta feira, noite e madrugada cansativa dormi pouco, por sorte pouquíssimos pesqueiros.
O mar cada vez mais tranquilo, vento fraco na cara, mas não atrapalha. À tarde nas proximidades da Ilha Anchieta o vento apertou e começou a chover e esfriar, de normal só o momento Wafer as cinco da tarde. As 20.30 horas cheguei ao Iate Clube de Ilha Bela já escuro. Chamei no Radio e logo vieram dois funcionários me dar apoio, gentilmente vendo a minha situação e o perigo de navegar por entre as poitas com aquela carga no convés, me rebocaram e amarram o Entre Pólos em uma poita. Depois de 874 milhas e 122 horas desde Salvador, pude sentir o silêncio e ver meu rico motor em um descanso merecido, a noite mostrava-se tranquila, jantei e apaguei.
02/11, sexta feira, Bem cedo após o café, fui resolver o problema do Hidráulico do piloto automático, não era o mesmo parafuso do ultimo vazamento, fiz o aperto e comecei a sangrar para remover o ar do cilindro. Este hidráulico é novo acho que veio frouxo de fabrica, pois o antigo não deu problema, só depois de 20.000 milhas. Resolvi desistir e fazer o serviço navegando, pois em um descuido virei o frasco de óleo e a Kaka foi grande, também teria que comprar mais óleo. Este hidráulico instalei de reserva, só estava usando para ajustar e deixar perfeito para uso se fosse necessário, vou continuar usando o oficial. Depois de tirar o óleo do corpo me arrumei chamei o vai e vem do clube e desembarquei. Fui ao posto de abastecimento para ver como atracaria, pois com mastro sobrando na popa e na proa seria complicado, conversei com os funcionários explicando meu problema e eles ficaram de auxiliar na atracação. Fui a livraria comprei dois livros náuticos e um DVD, fui no mercado comprei o que faltava, almocei no Restaurante Cheiro Verde, e retornei ao barco. Larguei a poita, como havia combinado atraquei no posto abasteci diesel e água, dando tudo certo como planejado.
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Às 13.30 Horas ainda com tempo nublado e com vento ainda contra, mas fraco, saí rumo a Porto Belo, passei uma mensagem para o Fernando e ele retornou não confirmando seu embarque que seria em Porto Belo. Liguei para o Dieter e ele aceitou me acompanhar de Porto Belo a Porto Alegre. A navegada segue tranquila mar baixo vento fraco de traves, nada de pesqueiro, primeira noite o céu abre e fica muito claro pois a lua estava grande. 03/11 sábado, continuamos na mesma tranquilidade, o motor não reclama e segue levando o Entre Pólos para seu destino, mesmo assim confesso que às vezes me preocupava imaginando ficar empenhado, pois nunca senti tanta pressa de chegar em casa quando estou navegando, mas tudo me ajudava, o mar, o vento, tudo estava a meu favor, como se fosse por encomenda.
Resolvo fazer a manutenção do hidráulico, depois dou uma geral no barco, tudo segue como quero, vida normal a bordo almoço, momento Wafer, e janta. As onze horas da noite desisto de dormir, agora tenho que me manter acordado, pois com a proximidade de terra e próximo a Itajaí começa a aparecer pesqueiros e navios.. 04/11 domingo, às 4.30 horas da madrugada jogo ferro em frente ao Centro Náutico de Porto Belo. Ansioso resolvo não dormir, vou para internet ver a previsão do tempo, tudo conforme o previsto, e ainda melhor que a ultima previsão para descer a Rio Grande, a saída seria depois do meio dia. Às 7.30 horas chegou o Dieter, busco ele na praia com o bote, tomamos um belo café da manhã a bordo, e a faina começou, colocamos diesel dos galões nos tanques, troquei o óleo do motor, revisei o mastro de fortuna assegurando que tudo estava perfeito. Desembarcamos na praia e encontramos meu sobrinho Jeferson (Neco) eu soube que minha mãe estava na praia, fomos na casa dela fazer uma visita, lá também estavam minha irmã Anete e meu cunhado Valdir, fomos convidados para almoçar com eles. Fui até minha casa ver se estava tudo em ordem, aproveitei para tomar um banho, meu cunhado ainda nos levou de carro ao supermercado, facilitando nosso trabalho. Almoçamos com minha família, nos despedimos, e às 12.30 horas seguimos nosso rumo, Rio Grande.
 Vento NE fraco, às cinco horas o Dieter fez parte do já tradicional momento Wafer, ajudando a detonar o pacote. Próximo à praia da pinheira em Floripa o vento se foi, mais tarde baixou um nevoeiro diminuindo a nossa visibilidade, noite tranquila, não fizemos turnos usamos o relógio e de 20 em 20 minutos um de nós conferia a navegação.




05/11, segunda feira, amanheceu estamos no través de Ararangua a 20 milhas da costa, a neblina continua, mas logo o sol aparece, continua sem vento, o mar está liso com aquele aspecto oleoso, na situação que o barco encontra-se e nas águas que estamos esta é a situação mais adequada para nós, incrível, estamos na costa do Rio Grande do Sul. Com esta calmaria o barco navega em pé, decido o cardápio do almoço, contra filé no forno, arroz, batata, salada, e uma caipirinha para abrir o apetite, de sobremesa, sorvete Kibom de abacaxi e côco.
 Desde Recife que pelas boas condições do mar, que todas as refeições estão sendo feito na mesa no interior do barco, com a mesa posta. Tudo normal à tarde, à noite mantemos a velocidade sem vento e mar liso.
06/11, terça feira, Hoje é aniversário da Tayná, o dia amanhece igual o anterior tudo muito tranquilo, a diferença é o calor, o sol está forte, a tarde um pássaro pega carona em cima do novo mastro, em seguida vem outro e mais outro, quatro no total, e ficam por varias horas. Às 8.30 horas entramos na barra de Rio Grande, em seguida fundeamos próximo ao molhes, ligamos para nossas casas, consegui dar os parabéns para a Tayná, bem na hora de sua festinha.










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Tirei a previsão, vento NE de 10 a 15 nós, na cara, vamos ter que encarar, pois com os dois mastros não da para atracar no píer do clube de Rio Grande. 07/11, quarta feira, cinco e trinta da manhã seguimos rumo a Porto Alegre, maré vazando contra, vento contra conforme a previsão, vinte milhas depois a maré diminui ficando logo sem correnteza, antes de sair do canal da feitoria almoçamos Pizza, logo após o almoço saímos da Feitoria e o vento foi diminuindo, até próximo a Barra Falsa estava na maior calmaria, pena que durou pouco, em seguida o vento voltou e as ondas começaram a deixar a navegação desconfortável, ondas de um metro a um e meio, curtas e desencontradas, aqui na lagoa não poderia ser diferente, às cinco horas da tarde tivemos o ultimo momento Wafer, pois era o ultimo pacote, ainda bem que estamos chegando. Às 21 horas, próximo ao farol Cristovão Pereira o vento apertou, bem na hora da janta, estava novamente me sentindo dentro de uma centrífuga. Quando havia passado o Farol do Cristovão Pereira, entrou um vento de NE de 25 nós com rajadas que calculo 30 a 35 nós, uma onda desencontrada estourou no costado do Entre Pólos, jogando um turbilhão de água em cima do Bimini, tinha uma correnteza de um nó a favor, andávamos em nosso rumo entre 6.5 a sete nós. Por estarmos apenas com 3.70 metros de mastro, e por ser vento contra sem poder usar a vela de fortuna, o barco com os mastros deitado em cima do convés, fazia um balanço infernal, por segurança e por ter o único meio de propulsão o motor que vinha a 19 dias me trazendo de Fernando de Noronha, e por estar perto dos bancos da lagoa, conversando com o Dieter que me acompanhava desde Porto Belo, achamos mais prudente parar no Birú, (Saco de Tapes) e com pouca visibilidade e sem radar, pois a antena caiu com o mastro e se negou a funcionar, acertamos na decisão.
Às 6 horas da manhã saímos rumo a Porto Alegre, com vento fraco até chegar a zero. Antes de chegar ao farol de Itapuã, aproveitei e fiz o almoço, macarrão com linguiça. O Paulo, (veleiro Riacho Doce), de sua casa chamou no VHF dando boas vindas, gostei, pois fiquei sabendo que o VHF na distancia de 25 milhas estava com boa recepção e transmição.
Enquanto navegávamos no Guaíba, deixei o Dieter cuidar da navegação e entrei na cabine, dei uma geral a bordo e deixei minha bagagem pronta para o desembarque, o trabalho a bordo me ajuda a passar o tempo, pois a ansiedade da chegada é grande, tomei um banho, o calor estava muito forte e o interior da cabine um forno.
Às 15 horas do dia 08/11, quinta feira, cheguei ao Iate Clube Guaíba, onde amigos me aguardavam perto do guincho para ajudar a desembarcar os mastros, depois de vinte dias, mais ou menos 2500 milhas sendo 70% em solitário. Agradeço ao Dieter (veleiro Arachane) pela parceria de Porto Belo a Porto Alegre.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

SALVADOR A RECIFE E FERNANDO DE NORONHA

CHEGADA A FERNANDO DE NORONHA DEPOIS DE 40 MILHAS ARRASTANDO O MASTRO
Domingo, preparo o barco para a tarde seguir viagem. Convidei o Alípio e a Gil para almoçar no Entre Pólos, em seguida seguiram para Recife. O Fernando chegou as 18:00 H. e as dezoito e vinte soltamos as amarras rumo a Recife.
ALIPIO E GIL
Contornamos o banco Santo Antonio por fora, pois o mar ainda estava muito mexido, colocamos no rumo e seguimos em uma bela velejada com ventos de través a 3/4, grande rizada e genoa toda em cima, para passar a noite com ventos de 15 a 18 nós, navegamos a vela por mais de trinta horas, ganhamos a altura máxima de 37 milhas.

 No través de Maceió começamos a aterrar, toda a viagem com muitos Pirajá que não chegou a ser muito forte apesar da cara feia. Na madrugada o vento torceu mais para a proa dando uma orça apertada com vento muito fraco, ajudamos no motor, mais tarde o vento melhorou voltando para o través fazendo uma bela velejada com muito conforto até a entrada dos molhes de Recife, onde chegamos as 8:30 H. do dia 03/10/2012.

PIER DO EMÍLIO RUSSEL (CABANGA)

Às 9 horas entramos no Cabanga, atracamos o Barco e fomos cumprimentar os amigos, depois de muita conversa, combinamos um churrasco para sábado. Muita faina no Barco, mudamos nosso píer indo para o píer do amigo Emílio que gentilmente nos cedeu à vaga. O churrasco estava maravilhoso, compareceram mais ou menos 20 pessoas.



Domingo teve a tradicional feijoada no Cabanga.


Segunda feira dia 08/10, subiu no mastro um prestador de serviço local que contratei para revisar e apertar todos os parafusos que havia, também regulamos uma cruzeta que estava baixa. Nesta faina constatamos uma pequena fadiga no mastro no encaixe do terminal T, mais ou menos um centímetro de comprimento, achei que era muito pouco para dar problema, e deixei para fazer se aumentasse na volta de Noronha a Salvador.


09/10, terça feira, resolvi subir no mastro e conferir tudo, inclusive a pequena fadiga e achei que não era muito grave e dei por encerrada a revisão no mastro, deixando tudo pronto para o dia da largada.

A tarde chegou a Marta, esposa do Fernando.

Na madrugada de quarta feira dia 10/10 fui ao aeroporto buscar a Cleuza e a Tayná que chegaram de Porto Alegre, a saudade era grande, pois a Tayná eu não via desde a saída de Porto Alegre. Passeamos bastante fomos a Olinda e aproveitamos as estruturas do Cabanga.


Quinta feira a noite teve a festa de abertura, dividimos a mesa com a simpática tripulação do veleiro Bar a Vento, a festa estava animada, foi abrilhantada por uma banda cover dos Beatles, o Bufe também estava muito bom e a empresa Bulevar que organizou tudo, alem de muito competente, nos serviram muito bem.
Sexta feira dia 12, últimos retoques no barco compras no supermercado, tudo pronto para o grande dia. Sábado dia 13/10, dia da largada. Saímos com maré enchendo às 11 horas para frente do PIC, ficamos navegando entre os barcos até a hora da largada. Meio dia largamos, saímos bem vento fraco orça. Contornamos a boia norte e deu orça folgada, colocamos o Genaker o vento apertou, ficamos no Máximo uma hora, pois não estava bom e dava muito solavanco.

À noite o vento ficou mais fraco e orça apertada. 14/10,as seis da manhã teve a chamada da Marinha, para conferir a posição de cada barco, dávamos a latitude e longitude, o Entre Pólos estava bem a frente do outro Barco da categoria. A Marta esposa do Fernando e a Cleuza estavam mareadas, a Tayná estava bem melhor que as ultimas Refenos.
O dia e a noite continuou em orça e vento fraco com alguns pirajás não muito forte. 15/10, nova chamada da marinha, continuávamos bem. As 08h30min, um pirajá modesto com ventos de no Maximo 25 nós, nos acompanhou por uns 15 minutos. Passando um pouco das 09h, veio o inesperado, o vento estava bom para o Entre Pólos que no momento era de 18 nós, eu estava na roda de leme o Fernando dentro do Barco a Cleuza e a Marta no cokpit, quando o mastro veio a baixo, caiu no lado de BB, ficando com um pedaço de 3.70 metros que entortou com o restante dentro da água. Corri para o convés para avaliar a situação, na nossa popa vinha o veleiro JAZZ 4, recolhendo as velas pronto para subir a bordo e nos dar apoio, agradeci e pedi a eles avisarem a marinha via VHF, pois seria praticamente impossível embarcar de um veleiro a outro, devido as ondas e o balanço infernal que o barco fazia sem mastro, e as trombadas que as cruzetas davam contra o costado. Voltei ao cokpit e conversei com a Cleuza ela apesar de pior no mareio me deu forças para trabalhar e tentar salvar, o possível e amenizar o prejuízo, pois felizmente ninguém se feriu.
Eu e o Fernando fomos safar a retranca do mastro, depois de muito esforço conseguimos, olhei para a popa e vi o Navio Rebocador Triunfo da Marinha Brasileira se aproximando, peguei o VHF portátil pedi auxilio para ajudar e tentar por tudo a bordo, e um medico para avaliar a situação da Cleuza e se fosse necessário transferir ela, a Tayná e a Marta para o navio.
Chegou um bote com cinco marinheiros um mergulhava safando cabos e eu e os outros tentávamos incansavelmente trazer o mastro a bordo, o bote voltou ao navio trazendo mais cinco marinheiros e um médico.
A Cleuza e a Tayná foram transferidas para o Navio, a Marta tomou uma injeção e continuou a Bordo, e nós com mais dez marinheiros não conseguimos por o mastro a bordo.
Resolvi rebocar tudo no costado até Fernando de Noronha, o mergulhador da marinha safou todos os cabos e nos certificamos que nada iria atrapalhar o leme e a hélice do barco, às 14 horas seguimos rumo a Noronha agora distante 40 Milhas, pois durante a operação de resgate derivamos duas milhas.
Andando a quatro nós e sendo acompanhado pelo navio da marinha que pacientemente manteve a mesma velocidade. Chegamos a Fernando de Noronha às 23 horas, com a voz engasgada pela emoção, dei a chegada no mirante do Boldró.
Com nossa situação de navegabilidade precária e pelo cansaço fundíamos bem longe dos outros barcos deixando para trocar o fundeio com a luz do dia. O Fernando e a Marta desembarcaram assim que chegamos, pois eles estavam com reserva na pousada. Esquentei a massa que havia sobrado do almoço e coloquei o alarme de ancora, deitei no cokpit, mas foi difícil dormir.
16/10, às cinco horas da manhã levantei baixei o bote e o motor de popa meu velho companheiro, mas o safado não quis pegar, olhei a vela, em ordem com faísca, desmontei o carburador, pois sempre desde novo há oito anos sempre faço eu mesmo as revisões, parto do principio que todos devem entender o básico de nossos motores, pois sempre que dá problemas estamos no mar, ou longe de mecânicos. Montei e nada, já estava com calo de tanto dar corda, desmontei novamente e montei e nada. O Navio Triufo me chamou no radio me convidando para ir a bordo para ver a Cleuza e a Tayná e conhecer o navio, respondi que assim que fizesse o motor funcionar iria a bordo, ele gentilmente mandou o bote da marinha me buscar. As meninas ficaram bem alojadas em uma cabine com banheiro ar condicionadas televisão, uma mordomia, me baseando a noite desconfortável no Entre Pólos, devido à situação que o barco se encontrava e o swell forte da região, A Cleuza ficou cinco horas no soro, pois estava muito debilitada, a Tayná não estava muito ruim, mas devido o balaço frenético do barco também mareou e tomou soro. Fomos convidados pelo comandante a tomar café com eles a bordo, conversamos bastante sobre nossas navegadas, depois batemos fotos ganhamos bonés, recordação do Navio Rebocador Triunfo, e eu dei um DVD que o amigo e tripulante Tau Golin, que me acompanhou na travessia do Atlântico norte editou.
As oito e trinta da manhã já estávamos a bordo do Entre Pólos, quando chegaram nossos amigos Alipio e Gil com o filho Henrique e a namorada Karmel, pedi uma ajuda para melhorar o fundeio indo mais para perto do Porto para facilitar o desembarque. .
Depois para minha surpresa começaram a me ajudar a desmanchar o mastro.


A Cleuza, a Tayná, a Gil, e a Karmel, ao meio dia foram para terra.
 Mais tarde chegou o Augusto filho do Bruno (veleiro IARAMAR) que estava tripulando um belo Beneteau, ofereceu ajuda, nos conseguiu um disco de corte para separarmos o pedaço que quebrou, as quatro da tarde paramos o trabalho deixando marcado para o próximo dia a subida do mastro, com mais dois amigos Miguel e Edson (veleiro ARAM IAÉ) que se ofereceram para ajudar.

Desembarcamos eu o Alipio e o Henrique, encontramos as meninas e fomos a uma pizzaria na vila dos Remédios, La conseguimos locar um Bugre. À noite retornamos ao barco, noite muito desconfortável, o barco balançava muito, agora ainda mais, pois depois que separamos o pedaço que ficava em cima do barco, o mastro amarrado no costado ficou mais livre para bater com o swell.
17/10, novamente acordei cedo e comecei a trabalhar, amarrei uma redução na coluna do gerador eólico e outra no top do mastro, aos poucos fui caçando e conferindo se a coluna do eólico iria aguentar, lentamente ele subindo e a água que estava no interior do mastro foi saindo aliviando o peso. Logo chegou os amigos para ajudar na faina. Colocamos o pau de spi em cima das goleiras amarramos bem e com outra redução e um pouco de força de nós cinco, conseguimos acomodar o mastro em cima do convés.
Liberado da faina sai com a família para poder curtir um dia de Fernando de Noronha, pois foram quase dois dias de trabalho, com a importante ajuda dos amigos Alipio e Henrique. A Cleuza e a Tayná aproveitaram um pouco mais, pois estavam na companhia da Gil e da Karmel. Passamos o resto da manhã e um pedaço da tarde na praia do Sancho, La encontramos a tripulação do veleiro Bar a vento, e novamente ficamos juntos. Almoçamos uma maravilhosa moqueca de camarão no restaurante DU MAR depois retornamos ao barco, pois a noite teria a festa de entrega de prêmios da regata.
A festa estava boa cerveja liberada e salgadinhos, e muitos amigos reunidos, la reencontramos o Fernando e a Marta.
O João Peralta veleiro Triunfo ficou com o primeiro lugar na categoria, na entrega de premio ele fez uma bela homenagem para mim, Obrigado João.
 Depois da festa fomos à tripulação do Entre Pólos, eu a Cleuza a Tayná o Fernando e a Marta, junto com o JP, comandante do veleiro Resgate e o amigo Emilio Russel. 18/10, dia da Cleuza e a Tayná voltar a Porto Alegre, o voo delas sairia às 17 horas. Saímos para visitar a loja do projeto Tamar, e levamos a Gil até a reunião dos comandantes para a regata Noronha Natal, o Alipio e o Henrique ficaram para dar manutenção no barco, no retorno passamos para pegar a Gil. Depois do almoço voltamos ao barco para fazer as malas da Cleuza e da Tayná, levei-as no aeroporto, e encontrei o Fernando que estava lá, pois a Marta também estava retornando.
Voltamos ao Barco eu e o Fernando, marcamos um churrasco com a tripulação do veleiro Bar a vento. Conversei com o Fernando da ideia de fazer um mastro de fortuna para o retorno e assim melhorar o equilíbrio do barco e desempenho, e se tiver algum problema mecânico ter poder de manobra. O churrasco foi maravilhoso, muita cerveja e licor de Porto Belo, o papo seguiu até tarde. 



19/10 sexta feira, novamente acordei cedo às cinco da manhã, estava eufórico, tomei café e subi no convés e comecei a mexer na tralha, o Fernando veio me ajudar, tudo parecia ser fácil as coisa iam encaixando dando certo, parecia que eu já tinha feito aquilo várias vezes, e estava ficando forte. Incrivelmente às 10 horas da manhã estava pronto, tínhamos um mastro de fortuna.
Limpamos o que tinha solto no convés, amarramos o que não dava para por dentro da cabine e por fim encerramos, prontos para zarpar. Desembarcamos fomos na Marinha dar saída, almoçamos e comemoramos com uma boa caipira, pois nossa saída de Noronha seria as 14 Horas.

A Tripulação simpática e alegre do veleiro Bar a vento, com quem tive o prazer de conhecer e conviver por algum tempo, que sejam muito felizes nos seus projetos, em especial ao Alipio e o Henrique que muito me ajudaram, pois sem a ajuda deles a minha vida em Noronha seria mais difícil. Obrigado.

A toda tripulação do Navio Rebocador Triunfo da Marinha Brasileira, que com muita simpatia, educação e competência, nos deu todo apoio necessário, o agradecimento de toda a Família do veleiro Entre Pólos, e todo o meu respeito a estes homens do mar, que fico feliz e orgulhoso em fazer parte.



Em breve nova postagem relatando o retorno do Entre Pólos, de Noronha a Porto Alegre 2350 milhas em 20 dias.